segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O que queres ser quando morreres?

Quando o fim for o princípio,

Gostaria que as chamas que me reduzissem a pó, também me elevassem a deus!

Que me fosse destinado um lugar no Panteão;

Uma cadeira da eternidade donde pudesse apenas contemplar: o mundo e o cosmos!


Quero ver os múltiplos fados da humanidade e ajudá-la a percorrer o melhor;
Quero provocar a ira das tecelãs do destino;
Quero enterrar a lâmina da espada na rocha;
Quero levar os barcos a bom porto, vencendo a violência das marés;
Quero ousar, (re)entregando ao mundo a chama da sabedoria;
Quero ser a voz que sopra ao mensageiro as boas novas;


Mas também quero ser apenas para mim, não responder a ninguém;
Quero saborear a liberdade viajando sem destino;
Quero voar com plumas a cobrir-me a pele, e ser ar;
Quero banhar-me na espuma dos sete mares, e ser água;
Quero arder com as labaredas que iluminam esta terra, e ser fogo;
Quero derreter com os magmas mais profundos, e ser rocha;


Quando o fim for o princípio,

Não quero mais do que viver tudo o que não vivi;

Não quero mais do que ser tudo o que não fui;

Não quero mais do que amar como não amei!


Co-autoria: Sassa e Eu

2 comentários:

  1. O único comentário que eu posso fazer é que estes autores são mesmo muito bons!!!
    Os meus parabéns!!!

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  2. Pela primeira vez concordo contigo "Ipsis Verbis"!
    foi bem sofrido...
    À nossa!

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