terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sem Luar

No encalço da minha presa, perco-me!
Perco-me na escuridão da floresta fria e húmida;
Na vastidão do negro verde, procuro-te para me encontrar;
És esguio e fugidio, eludes-me!

Numa clareira olho o céu estrelado,
Sentado em frente ao abrigo, camuflado em memórias.
Dói-me lembrar quem foste e não te ter aqui:
Arde a chaga que me deixaste no peito,
Corrói-me a pele, o estigma da tua ausência.

Cubro o meu silêncio com o manto da geada;
Foge-me um silvo que te afugenta ainda mais,
Soltando das árvores presságios alados.
Agora sinto-te, não estás assim tão longe,
És o bater de asas que trago em mim.


Co-autoria: Sassa e Eu

6 comentários:

  1. Ainda bem que gostas...
    Mas quais as frases que gostaste mais, as minhas ou as da Sassa? :P

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  2. Obrigado por estreares o painel de comentários!
    Espero que continues a gostar! :)

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  3. E como eu sei quais são as frases de quem? Não estão identificadas lol

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  4. A ideia é essa... é tentares descobrir quem seria o autor das frases/estrofes/versos!
    Queres tentar?! :)

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  5. Já me devias conhecer o suficiente para saber o que é que eu escrevo, e por exclusão de partes, saber o que é da Sassa... :P
    Não posso querer que não nos consigas destinguir... somos tão dispares! Ou se calhar até não!

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