Quando o fim for o princípio,
Gostaria que as chamas que me reduzissem a pó, também me elevassem a deus!
Que me fosse destinado um lugar no Panteão;
Uma cadeira da eternidade donde pudesse apenas contemplar: o mundo e o cosmos!
Quero ver os múltiplos fados da humanidade e ajudá-la a percorrer o melhor;
Quero provocar a ira das tecelãs do destino;
Quero enterrar a lâmina da espada na rocha;
Quero levar os barcos a bom porto, vencendo a violência das marés;
Quero ousar, (re)entregando ao mundo a chama da sabedoria;
Quero ser a voz que sopra ao mensageiro as boas novas;
Mas também quero ser apenas para mim, não responder a ninguém;
Quero saborear a liberdade viajando sem destino;
Quero voar com plumas a cobrir-me a pele, e ser ar;
Quero banhar-me na espuma dos sete mares, e ser água;
Quero arder com as labaredas que iluminam esta terra, e ser fogo;
Quero derreter com os magmas mais profundos, e ser rocha;
Quando o fim for o princípio,
Não quero mais do que viver tudo o que não vivi;
Não quero mais do que ser tudo o que não fui;
Não quero mais do que amar como não amei!
Co-autoria: Sassa e Eu
O único comentário que eu posso fazer é que estes autores são mesmo muito bons!!!
ResponderEliminarOs meus parabéns!!!
Pela primeira vez concordo contigo "Ipsis Verbis"!
ResponderEliminarfoi bem sofrido...
À nossa!